
O cantor Ed Motta divulgou, nesta quarta-feira (27/5), um novo pronunciamento em relação a um incidente ocorrido em um restaurante no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio de Janeiro, no início do mês. Na ocasião, o artista se envolveu em uma confusão que resultou em acusações de lesão corporal e xenofobia, após ter arremessado uma cadeira e supostamente proferido ofensas contra um funcionário.
A investigação inicial foi aberta para apurar os crimes de lesão corporal e xenofobia, decorrentes do tumulto no estabelecimento. O incidente ganhou repercussão após relatos de que Ed Motta teria chamado um funcionário de “paraíba” em tom pejorativo, além do ato de arremessar a cadeira em meio à discussão.
Em sua retratação, o artista de 56 anos expressou um pedido de desculpas direcionado ao povo do Nordeste e, especificamente, da Paraíba. Para manifestar seu arrependimento, Ed Motta cantou a música “Coleção”, de autoria do cantor e compositor paraibano Genival Cassiano. Ele declarou: “Meu pedido de desculpas, meu pedido de perdão ao povo do Nordeste brasileiro, principalmente da Paraíba, vem através da música, da arte, do genial Genival Cassiano.”
Ed Motta ainda reforçou sua admiração pela cultura nordestina, afirmando que a obra de Genival Cassiano o influencia desde o início de sua carreira, em 1988. “Paraibano, compositor, cantor, que influencia minha obra desde o começo, desde o meu primeiro disco, em 1988. No show, eu cantava essa música, ‘Coleção’”, disse o cantor, complementando: “Toda a minha admiração pela Paraíba, pelo Nordeste e por toda a criatividade dessa região. Viva o Nordeste brasileiro, viva a Paraíba”.
A confusão no restaurante, segundo os proprietários do local, teria sido iniciada após a recusa em conceder cortesia da taxa de rolha. Em entrevista ao jornal O Globo, Ed Motta confirmou o desentendimento e admitiu ter começado a situação, alegando que estava embriagado e jogou a cadeira no chão, e não em direção a alguém. No entanto, um cliente que estava próximo relatou ter levado sete pontos na cabeça após ser atingido, enquanto um funcionário declarou à polícia que o artista teria proferido a ofensa xenofóbica: “Vai tomar no c* seu filho da puta paraíba” ao barman. O caso segue sob investigação das autoridades competentes.