Na reta final para apresentar seu primeiro álbum, UNNA X acaba de lançar “juro”, single produzido por Los Brasileros e Gondim que combina dance e música eletrônica em uma mensagem sobre manifestação, autoconfiança e atitude. A faixa foi composta pela cantora ao lado de Chum e Fraga e encerra a sequência de prévias de “era eu que me faltava”.
Em “juro”, a terceira colocada da primeira edição do “Estrela da Casa”, da TV Globo, canta sobre os sonhos que ainda pretende realizar, mas evita tratá-los como possibilidades distantes. A proposta é afirmar o futuro no presente e transformar o desejo em compromisso com aquilo que decidiu construir.
“Quando você escreve um sonho, canta sobre ele ou fala dele com convicção, está dando um passo para torná-lo real”, explica UNNA.
A manifestação aparece como ponto de partida da música, mas não é apresentada como espera passiva ou solução baseada apenas no pensamento positivo. Para a artista, visualizar uma conquista precisa provocar escolhas, trabalho e disposição para continuar mesmo antes que os resultados apareçam.
“‘juro’ é sobre confiar em si mesmo antes que qualquer outra pessoa confie. É transformar intenção em ação e começar a viver internamente aquilo que você ainda está construindo”, afirma.
A produção de Los Brasileros e Gondim leva essa reflexão para a pista de dança. As batidas eletrônicas acompanham uma interpretação que alterna desejo, segurança e euforia, afastando a faixa do formato tradicional de uma canção confessional.
UNNA não utiliza a música para pedir que o futuro aconteça. Ela prefere cantá-lo como uma decisão já tomada.
Última prévia do álbum de estreia
“juro” conclui a apresentação gradual de “era eu que me faltava”, primeiro álbum de UNNA X. Com dez faixas e atualmente nos ajustes finais, o projeto terá o dance, a música eletrônica e diferentes vertentes do pop como bases sonoras.
O título nasceu de uma percepção pessoal da cantora. Durante o processo de criação, UNNA compreendeu que a principal presença ausente em sua própria história era ela mesma.
A partir dessa descoberta, o repertório passou a acompanhar diferentes momentos de um processo de reencontro, autonomia e reconstrução. Em vez de organizar o álbum ao redor de uma relação ou de uma única experiência externa, a artista colocou a própria identidade no centro da narrativa.
Dentro desse percurso, “juro” funciona como o fechamento das prévias. Depois de reconhecer aquilo que lhe faltava, UNNA direciona o olhar para o futuro e assume a responsabilidade pelos próximos passos.
A nova fase também será levada aos palcos por meio de um espetáculo imersivo relacionado ao chamado “universo azul” da cantora. O conceito pretende conectar repertório, figurinos, cenografia e elementos audiovisuais, ampliando a experiência proposta pelo álbum.
Além do “Estrela da Casa”
UNNA conquistou projeção nacional ao chegar à final da primeira edição do “Estrela da Casa” e terminar a competição na terceira colocação. No programa, destacou-se como representante do pop eletrônico e apresentou sua versatilidade a uma audiência maior.
A trajetória, no entanto, começou antes da televisão. A artista já se apresentou no Brazilian Day, passou pelo festival SXSW e abriu shows do rapper Hungria.
Ao longo desse caminho, trabalhou com profissionais como Mark Needham, conhecido por projetos com artistas como The Killers e Fleetwood Mac; John Young; e o produtor Vinny Venditto.
Cantando e compondo em português, inglês e espanhol, UNNA reuniu experiências em diferentes espaços antes de concentrar sua nova etapa na consolidação de um projeto autoral dentro do pop eletrônico brasileiro.
Com “juro”, a cantora encerra a preparação para o primeiro álbum sem recorrer a uma retrospectiva. O movimento é o contrário: UNNA X olha para aquilo que ainda não aconteceu e transforma o futuro em uma promessa feita para si mesma.