“Sustentabilidade não se constrói sozinha”, afirma Carlos Padilha ao detalhar ESG nas empresas

Redação
Por Redação
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Carlos Padilha (Foto: Instagram)

A incorporação de práticas sustentáveis e de ESG deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar uma exigência crescente no ambiente corporativo. Empresas de diferentes setores e portes enfrentam hoje o desafio de estruturar uma gestão consistente, capaz de dialogar com investidores, consumidores, colaboradores e a sociedade.

Nesse contexto, o papel da assessoria especializada ganha destaque. Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a construção de uma agenda ESG eficiente passa necessariamente por orientação técnica e estratégica. “Sustentabilidade não se constrói sozinha. As empresas precisam de apoio para transformar intenção em prática, discurso em processo”, afirma.

Segundo ele, muitas organizações reconhecem a importância do tema, mas ainda encontram dificuldades para integrá-lo à rotina operacional. “Existe uma distância entre entender o que é ESG e saber como aplicar isso de forma estruturada, mensurável e alinhada ao negócio”, explica.

ESG além do discurso institucional

Com a popularização do conceito, o ESG passou a ocupar espaço em relatórios, campanhas e comunicações corporativas. No entanto, Padilha alerta para o risco de abordagens superficiais. “Quando não há estrutura por trás, o ESG vira apenas um discurso institucional, sem impacto real”, diz.

Nesse ponto, a assessoria atua como um elemento de organização e direcionamento. O trabalho envolve diagnóstico, definição de prioridades, criação de indicadores e acompanhamento contínuo. “Não existe fórmula pronta. Cada empresa tem sua realidade, seu contexto e seu nível de maturidade”, ressalta.

Padilha reforça que sustentabilidade não deve ser tratada como um projeto pontual. “É um processo contínuo, que exige revisão constante, aprendizado e ajustes ao longo do tempo”, afirma. A assessoria, segundo ele, contribui para criar uma visão de longo prazo e evitar soluções imediatistas.

Outro impacto importante está no alinhamento interno. “O ESG não pertence a uma única área. Ele atravessa governança, gestão de pessoas, cadeia de fornecedores e relacionamento com a sociedade”, explica. A presença de uma assessoria ajuda a conectar essas frentes e reduzir desalinhamentos.

A pressão crescente de investidores, consumidores e órgãos reguladores tem levado mais empresas a buscar apoio técnico. Para Padilha, esse movimento representa um amadurecimento do mercado. “Hoje há uma cobrança maior por dados, transparência e coerência. A assessoria ajuda a organizar essas informações e estruturar respostas consistentes”, avalia.

Ele destaca que esse processo fortalece não apenas a imagem da empresa, mas também sua gestão interna. “Quando a sustentabilidade passa a fazer parte da estratégia, os ganhos vão além da reputação”, afirma.

Na avaliação de Padilha, a tendência é que o papel da assessoria em sustentabilidade e ESG se torne cada vez mais relevante. “O tema deixou de ser acessório. Ele está no centro das decisões estratégicas das empresas”, diz.

Para ele, organizações que encaram o ESG como parte integrante do negócio estão mais preparadas para lidar com riscos, mudanças regulatórias e expectativas sociais. “A assessoria não substitui a empresa nesse processo, mas oferece o suporte necessário para que ela construa um caminho sólido”, conclui.

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