Estudos testam vacinas para barrar câncer de intestino em grupo de risco

Redação
Por Redação
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Vacina (Foto: Pexels)

Uma nova avanço na medicina preventiva traz esperança para quem convive com o risco elevado de desenvolver tumores hereditários. Pesquisadores nos Estados Unidos e no Reino Unido avançam nos testes clínicos de vacinas projetadas para interromper o surgimento do câncer de intestino antes mesmo que lesões pré-cancerosas se consolidem.

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O foco principal das pesquisas são portadores da síndrome de Lynch, uma alteração genética que compromete a capacidade natural do organismo de reparar falhas no DNA durante a multiplicação celular. Enquanto o risco de câncer colorretal na população geral gira em torno de 5%, em pessoas com essa condição a taxa pode alcançar 80%. A mutação também aumenta a predisposição para tumores no endométrio, pâncreas, estômago, ovários e cérebro.

A médica Stacy Norton, de 59 anos, integra o grupo de voluntários. Com histórico familiar marcado pela doença, ela descobriu a alteração genética na faixa dos 40 anos e passou por uma histerectomia preventiva, ocasião em que detectou um tumor uterino em estágio inicial. Mãe de dois jovens que herdaram a mesma mutação, ela acompanha os testes na expectativa de que as próximas gerações dependam menos de exames invasivos contínuos, como colonoscopias anuais.

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Diferente de imunizantes que combatem vírus, como HPV ou Hepatite B, as novas formulações precisam ensinar o sistema imunológico a reconhecer proteínas anômalas criadas pelas próprias mutações do corpo. Um dos estudos mais promissores, liderado pelo pesquisador Eduardo Vilar-Sanchez no MD Anderson Cancer Center em parceria com a biotechs Nouscom, registrou aumento na resposta de células T e redução de pólipos em voluntários após um ano de aplicação.

A corrida científica conta ainda com um teste conduzido pela Universidade de Oxford utilizando a tecnologia de RNA mensageiro da Moderna, além de estudos com a vacina Tri-Ad5, da ImmunityBio. O oncologista John Marshall, da Universidade Georgetown, avalia que os dados iniciais confirmam a viabilidade de treinar as defesas do corpo contra esse tipo de vulnerabilidade genética.

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