Estudo revela benefícios de exercícios feitos deitado

Redação
Por Redação
4 Min Read

Créditos: Foto/Divulgação

Dez minutos diários melhoram equilíbrio e flexibilidade, aponta pesquisa

Um novo estudo publicado na revista científica “PLOS One” aponta que a prática de apenas dez minutos diários de exercícios, mesmo quando realizados na posição deitada, pode trazer melhorias significativas para o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade. A pesquisa, que analisou os efeitos de um programa curto de atividades físicas em posição supina, destaca a eficácia de uma abordagem de baixo impacto para a saúde e o bem-estar.

Os pesquisadores se dedicaram a observar os resultados de um programa de exercícios em que os participantes permaneciam deitados com as costas encostadas no chão, praticando as atividades diariamente ao longo de duas semanas. Segundo Yoriko Atomi, uma das autoras principais do estudo, em entrevista ao g1, os efeitos de curto prazo observados são provavelmente explicados por adaptações neuromusculares, e não por hipertrofia muscular. Isso significa que o corpo se torna mais eficiente na organização e coordenação dos movimentos, mesmo em um período relativamente breve.

Atomi detalha que os benefícios notados na flexibilidade e no equilíbrio indicam que o programa de exercícios influenciou, principalmente, o controle motor. A pesquisadora explica que, em comparação com treinos tradicionais realizados em pé ou baseados em resistência, essa metodologia deitada envolve uma carga menor e é potencialmente mais segura. A escolha da posição supina foi estratégica, pois, ao reduzir as demandas posturais dos músculos antigravitacionais, permite que o indivíduo foque mais especificamente na integração entre a estabilidade do tronco e a coordenação dos membros inferiores.

Na prática, os exercícios não demonstraram aumentar a força máxima dos participantes, mas sim aprimorar a forma como o corpo organiza e controla o movimento, especialmente a coordenação entre o tronco e os membros inferiores. Diante das vantagens observadas, o grupo de pesquisa sugere que esse tipo de exercício pode ser benéfico tanto para a melhora do desempenho esportivo, ao refinar o controle do tronco e a eficiência do movimento para atletas, quanto para a prevenção de quedas e a reabilitação em idosos ou pessoas em recuperação, devido à sua natureza de baixa carga e segurança.

Apesar dos resultados promissores, Yoriko Atomi pondera que a análise foi realizada em adultos jovens saudáveis, o que impede a generalização imediata dos achados para outras populações. Contudo, a pesquisadora ressalta que a natureza de baixa carga e a acessibilidade do programa sugerem um potencial de aplicação em idosos, indivíduos em reabilitação e pessoas sedentárias que podem ter dificuldades em realizar exercícios intensos ou em pé. Além da limitação etária, o estudo avaliou os benefícios em apenas duas semanas, sem analisar a manutenção a longo prazo. Por isso, estudos futuros são necessários para determinar a duração dos benefícios, a frequência ideal de treinamento e quem mais pode se beneficiar da prática de exercícios em posição supina, visando sua aplicação segura e eficaz em contextos clínicos e comunitários.

Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *