
O antigo pesadelo de comprar um carro elétrico e não conseguir passar para frente acaba de cair por terra. Uma nova pesquisa prova que, no mercado de seminovos, os veículos elétricos de entrada estão sumindo dos estoques muito mais rápido do que os tradicionais modelos a combustão ou até mesmo os híbridos.
O levantamento, realizado pela plataforma Indicata Market Watch e assinado por Caio Bednarski, analisou o índice de liquidez das garagens. O resultado quebrou tabus: em janeiro de 2026, os elétricos a bateria registraram uma média de apenas 47 dias parados nas lojas. Para efeito de comparação, os carros flex levam 53 dias para encontrar um novo dono, enquanto os híbridos leves amargam a lanterna com 79 dias de espera.
O grande motor dessa reviravolta atende por um nome: motoristas de aplicativo. A categoria está impulsionando a busca por modelos de baixo custo para o trabalho diário. Outro fator que ajuda a manter a liquidez em alta é que as grandes locadoras ainda não compram esses elétricos populares em volumes astronômicos, o que evita aquela inundação repentina de seminovos no mercado que costuma despencar os preços.
No pódio da agilidade de revenda, a gigante chinesa BYD reina absoluta. O modelo Dolphin lidera o ranking, ficando em média apenas 17 dias nas lojas. Logo colado vem o Dolphin Mini, com 18,4 dias de estoque. A regra, no entanto, vale para os modelos de entrada; no segmento de luxo, os elétricos continuam sofrendo com maior tempo de pátio e desvalorização mais agressiva.