DJ Tamy chega a 2026 consolidando uma trajetória construída com consistência, identidade e visão de futuro. Nascida e criada na Zona Norte do Rio de Janeiro, a artista soma quase duas décadas de atuação na música, transitando entre o hip hop, a black music e ritmos brasileiros, sempre conectando suas vivências, referências e ancestralidade ao seu som. O novo momento da carreira marca uma fase de expansão criativa.
Após o lançamento do EP “Baile da Tamy”, que reforçou seu posicionamento artístico e político ao destacar o protagonismo feminino nas sonoridades periféricas, a DJ projeta um ano de novos trabalhos e aprofundamento musical. “Eu vou lançar pelo menos umas três músicas esse ano”, adianta, sinalizando uma continuidade da sua pesquisa sonora e uma agenda ativa de lançamentos ao longo de 2026. Mais do que lançar faixas, Tamy segue atenta ao papel que ocupa dentro da cena.
Ao longo dos anos, se firmou como uma artista que acompanha e provoca transformações no mercado, especialmente quando o assunto é equidade. “Eu acho que a indústria tem que estar com olhar e ouvidos mais abertos ao que é novo, ao que é de fato diferente. Quando a gente fala de representatividade, por exemplo, as meninas do rap estão se destacando, temos a Duquesa, Ebony, Júlia Costa, Nina e outras… mas ainda não ganham os mesmos cachês que os homens. É preciso expandir esse olhar”, afirma.