Azeite extravirgem ajuda na redução do risco de infarto e controla o peso, apontam estudos

Redação
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Azeite extravirgem (Foto: Pexels)

O azeite de oliva extravirgem há muito tempo deixou de ser apenas um mero acompanhamento para saladas e pães, consolidando-se como um dos pilares indiscutíveis da longevidade e do bem-estar. Não é por acaso que a dieta mediterrânea, eleita repetidas vezes como a mais saudável do planeta, tem nesse óleo dourado a sua principal fonte de gordura. O que a ciência moderna vem revelando, no entanto, é que os impactos desse fio de azeite diário vão muito além do sabor refinado, funcionando como um verdadeiro escudo protetor para o sistema cardiovascular e um aliado de peso contra o envelhecimento celular.

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A base desse poder reside na sua composição nutricional invejável. Diferente dos óleos refinados comuns que inundam as prateleiras dos supermercados, o azeite extravirgem é extraído a frio, um processo rigoroso que preserva intactos os seus compostos bioativos. Cerca de 73% da sua estrutura é formada pelo ácido oleico, uma gordura monoinsaturada de altíssima qualidade que resiste bem ao calor e não se oxida facilmente. Mas o verdadeiro show de saúde acontece por conta da sua carga monumental de antioxidantes.

A ciência por trás da proteção cardíaca

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Se existe um órgão que agradece diariamente o consumo de azeite extravirgem, é o coração. Especialistas em cardiologia têm se debruçado sobre os efeitos diretos desse alimento na nossa rede vascular. Uma ampla pesquisa conduzida pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que acompanhou mais de 90 mil pessoas por quase três décadas, apontou que o consumo de pelo menos meia colher de sopa de azeite por dia reduz em 14% o risco de doenças cardiovasculares e em 18% o risco de doenças coronarianas, em comparação com quem raramente consome o produto.

Esse benefício monumental ocorre por uma série de fatores interligados. O famoso ensaio clínico espanhol PREDIMED (Prevenção com Dieta Mediterrânea) confirmou que o azeite atua diretamente na redução da inflamação crônica, que é o gatilho silencioso para o entupimento das artérias. Além disso, os antioxidantes presentes no óleo protegem o colesterol LDL de sofrer oxidação. Quando o LDL oxida, ele se deposita nas paredes dos vasos, formando placas de ateroma. O alimento também demonstrou grande capacidade de melhorar a função do endotélio e prevenir a coagulação excessiva, evitando tromboses.

Azeite (Foto: Pexels)
Azeite (Foto: Pexels)

O oleocanthal: um anti-inflamatório na sua mesa

Um dos grandes trunfos do azeite extravirgem atende pelo nome de oleocanthal. Esse antioxidante específico é o grande responsável por aquela leve ardência que sentimos na garganta ao degustar um azeite de altíssima qualidade. De acordo com estudos publicados na revista científica Nature, essa substância possui um mecanismo de ação impressionantemente semelhante ao do ibuprofeno, inibindo as enzimas COX-1 e COX-2.

A inflamação crônica de baixo grau é a vilã moderna por trás de condições devastadoras. Ao ingerir o azeite extravirgem diariamente, você fornece ao corpo uma dose natural de substâncias que apagam esses “incêndios” internos. Pesquisadores da Universidade de Navarra têm conduzido análises promissoras que relacionam os compostos do azeite à destruição de células cancerígenas, com destaque para a prevenção de tumores de mama, impulsionada justamente pela ação letal do oleocanthal sobre as células doentes.

Pão e azeite (Foto: Pexels)
Pão e azeite (Foto: Pexels)

Controle de açúcar, peso e até bactérias

Para quem briga com a balança ou precisa domar a glicemia, o azeite extravirgem é um coadjuvante de luxo. Um levantamento publicado na Diabetes Care mostrou que dietas ricas em azeite melhoram a sensibilidade à insulina e ajudam a modular o índice glicêmico das refeições. Ele retarda a absorção dos carboidratos, permitindo que a glicose seja absorvida sem gerar picos no sangue.

A ciência surpreende mais uma vez na área gastrointestinal: o azeite possui propriedades antibacterianas. Pesquisadores do Instituto de la Grasa, na Espanha, revelaram em testes in vitro que os polifenóis do azeite combatem fortemente a Helicobacter pylori, bactéria que coloniza o estômago e pode desencadear úlceras. Apenas 30 gramas diárias do produto conseguiram eliminar certas cepas da infecção em prazos curtos. Na hora de escolher, procure embalagens de vidro escuro e acidez inferior a 0,8%.

Por: Felipe Reis – @ofelipereis

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