
O cenário econômico brasileiro no início de 2026 é marcado pela dificuldade das empresas em preservar a saúde do fluxo de caixa diante da inadimplência persistente. Com o aumento substancial do custo operacional para recuperar ativos financeiros, gestores buscam alternativas ao tradicional e oneroso processo judicial. Atualmente, a prioridade do mercado é a liquidez imediata, especialmente para pequenas e médias empresas que operam com margens reduzidas.
Um dos principais entraves para as diretorias financeiras é a chamada “zona perdida”, estágio em que o atraso de uma dívida supera os 60 ou 90 dias. Nesse ponto, o esforço manual de cobrança deixa de ser lucrativo e o provisionamento de perda torna-se a regra. No entanto, o setor identificou que a formalização por meio de notificações extrajudiciais, quando realizada de forma estratégica e ágil, gera um impacto psicológico que acelera o pagamento antes mesmo de uma disputa nos tribunais.
Nesse contexto, a Neofin surge como uma solução tecnológica para converter dívidas esquecidas em receita real. No primeiro trimestre de 2026, os números consolidados de todas as empresas que utilizaram a funcionalidade registraram um ROI (Retorno sobre o Investimento) médio de 10.221%. Com o uso de inteligência artificial para automatizar o envio de notificações, o sistema converte cerca de 8% dos envios em pagamentos imediatos, trazendo para o caixa 10,3% do valor total que era considerado perdido.
De acordo com Laura Camargo, CEO e cofundadora da Neofin, a eficácia do método está na urgência gerada no devedor. “A formalização da dívida também aumenta significativamente a urgência de pagamento por parte do devedor, resultando em pagamentos reais como pudemos observar nos resultados”, explica a executiva sobre o desempenho do início do ano.
A análise por segmento indica que a indústria e o setor de distribuição foram os mais beneficiados pela tecnologia no primeiro trimestre de 2026, com taxa de recuperação de 24% por envio e ROI superior a 20.000%. No setor de serviços, a estratégia permitiu que empresas resgatassem mais de R$ 185 mil em apenas um mês de operação automatizada.
Além do retorno financeiro, a plataforma possibilita que as equipes internas se dediquem a atividades analíticas. A proposta da tecnologia é liberar até 50% do tempo dos times financeiros, eliminando a burocracia na seleção de dívidas. Com a automação, a régua de cobrança torna-se um processo contínuo e escalável, garantindo consistência em toda a carteira de clientes.