Atividade aeróbica ajuda a diminuir a ansiedade na pós-menopausa, aponta pesquisa

Redação
Por Redação
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Atividade fisica (Foto: Freepik)

Atividades aeróbicas podem ser importantes aliadas da saúde física e emocional de mulheres na pós-menopausa. Pesquisa realizada por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) indica que, além de favorecerem o sistema cardiovascular, modalidades como dança, caminhada e ciclismo também contribuem para a redução da ansiedade nesse período da vida.

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O estudo, publicado recentemente na revista científica Menopause, avaliou 61 pesquisas que incluíram, ao todo, 4.100 mulheres. Entre elas, 2.356 praticavam exercícios aeróbicos, enquanto 1.744 integravam o grupo de controle.

Atividades físicas aeróbicas podem trazer benefícios significativos para a saúde de mulheres na pós-menopausa, tanto no aspecto físico quanto emocional. Segundo o estudo, a prática regular de exercícios como caminhada, dança e ciclismo ajuda a reduzir a pressão arterial, o colesterol LDL, conhecido como “ruim”, e os triglicérides, que se acumulam nas paredes das artérias formando placas que dificultam a circulação sanguínea. Ao mesmo tempo, eleva o colesterol HDL, considerado “bom” por auxiliar na remoção do excesso de gordura dos vasos.

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Os efeitos positivos não se limitam ao corpo. As participantes que se exercitaram relataram melhora no controle da ansiedade, que é comum nesse período da vida. “O benefício acontece em cascata: os exercícios estimulam a liberação de neurotransmissores, como endorfina e serotonina, promovendo sensação de bem-estar, auxiliando na perda de peso e melhorando a qualidade do sono. Tudo isso aumenta a disposição e contribui para a saúde cardiovascular”, explica a ginecologista e obstetra Helena Hachul de Campos, professora da disciplina de Saúde da Mulher da Faculdade de Medicina do Einstein Hospital Israelita.

Além dos ganhos fisiológicos, a prática diária de exercício físico também atua no bem-estar psicológico e social. Exercícios coletivos, por exemplo, favorecem a socialização e fortalecem a autoestima, funcionando como um fator de proteção contra a ansiedade. Esses efeitos são especialmente relevantes na pós-menopausa, fase marcada pelo aumento do risco cardiovascular e maior tendência a alterações de humor.

“Uma das razões para isso é a queda do estrogênio, hormônio com efeito protetor do coração. Sua redução provoca rigidez das artérias, piora do perfil de colesterol, acúmulo de gordura abdominal e resistência à insulina, fatores que aumentam o risco cardíaco”, explica o ginecologista Igor Padovesi, membro da Sociedade Internacional de Menopausa.

As alterações hormonais próprias da pós-menopausa também favorecem inflamação crônica de baixo grau, que eleva o risco de aterosclerose. A isso se somam mudanças típicas dessa fase da vida, como a saída dos filhos de casa, o envelhecimento dos pais e modificações no corpo, fatores que contribuem para o aumento de ansiedade e depressão.

Segundo Hachul, não é necessário realizar treinos longos ou intensos para obter benefícios. O mais importante é manter a regularidade e começar com metas acessíveis. “Embora o estudo tenha focado nos exercícios aeróbicos, a musculação também é essencial, principalmente para prevenir a osteoporose. O ideal é combinar atividades aeróbicas e de resistência na maior frequência possível”, orienta a especialista.

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