Anvisa define preço máximo para primeira semaglutida nacional da EMS

Redação
Por Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Ozivy terá teto igual ao Ozempic, mas empresa promete valor 30% menor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo crucial para a chegada da primeira caneta de semaglutida brasileira, o Ozivy, da empresa EMS, ao mercado nacional. A agência definiu o preço máximo que poderá ser cobrado pelo medicamento, um procedimento obrigatório para a comercialização de qualquer fármaco no Brasil. Esta aprovação ocorre após o término da patente da Novo Nordisk, abrindo caminho para a concorrência no segmento.

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A entrada do Ozivy no mercado representa um marco significativo, especialmente considerando que a Anvisa tinha até o início do ano 17 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida, sendo este o primeiro a ser aprovado. A quebra da patente da Novo Nordisk, detentora original da tecnologia, já vinha impulsionando a empresa a sinalizar mudanças em sua política de preços, como a oferta de entradas gratuitas na compra de duas unidades, indicando um cenário de maior competitividade.

A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão vinculado à Anvisa, foi a responsável por estabelecer o teto de preço para o Ozivy. O medicamento foi enquadrado na “categoria 4”, destinada a novas apresentações de fármacos já existentes no mercado. Dessa forma, o Ozivy foi comparado ao Ozempic e ao Wegovy, e seu preço máximo foi fixado em R$ 803,44, sem a inclusão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), para as canetas de 1,5 ml, dosagem que a EMS também lançará.

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Embora o teto regulatório permita que a EMS pratique valores próximos aos da concorrência estrangeira, a empresa já anunciou sua intenção de cobrar 30% a menos. Atualmente, as canetas de menor dosagem do Ozempic são encontradas por cerca de R$ 900, o que sugere que o Ozivy poderá chegar às farmácias com preços próximos de R$ 630. É importante notar que o valor final ao consumidor pode variar devido ao ICMS, que difere entre os estados; em São Paulo, por exemplo, com alíquota de 18%, o teto pode atingir R$ 1.314,37, enquanto em Alagoas, com 19%, o limite sobe para R$ 1.330,60. Para as versões de 3 ml, que a EMS também trará, o preço máximo sem imposto é de R$ 1.399,72. A EMS está autorizada a produzir quatro apresentações do medicamento, todas com solução injetável de 1,34 mg/ml: cartucho de 1,5 ml com caneta aplicadora, dois cartuchos de 1,5 ml, cartucho de 3 ml e dois cartuchos de 3 ml.

A expectativa de especialistas é que a queda da patente e a entrada de novos players como a EMS aqueçam o mercado, resultando em preços mais acessíveis e maior disponibilidade para os consumidores. A EMS informou que na próxima semana apresentará o preço de mercado oficial do medicamento e a data exata para sua chegada às farmácias, consolidando a nova fase de acesso à semaglutida no Brasil.

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