
Desde o fim de outubro de 2026, clientes da Vivo passaram a contar com uma alternativa para áreas sem sinal de telefonia, como estradas no interior e sítios afastados. O Vivo Satélite conecta o celular diretamente aos satélites da Starlink, empresa de Elon Musk, sem a necessidade de antenas, roteadores ou aplicativos extras.
A tecnologia de conexão direta ao celular funciona como uma torre de telefonia no espaço. Quando o aparelho perde as redes terrestres, ele se conecta sozinho ao satélite, exibindo a identificação “Vivo Starlink” na tela. O serviço começou a ser liberado de forma gradual em 26 de outubro, contemplando cerca de 50 milhões de clientes elegíveis.
Quais aplicativos funcionam?
O acesso via satélite é restrito a uma lista específica de serviços de comunicação e localização, sem consumir a franquia de dados do plano:
1. WhatsApp: Mensagens de texto, áudios e chamadas de voz. 2. Mensagens do celular: SMS, MMS, RCS, Google Mensagens e iMessage. 3. Mapas: Google Maps e Apple Maps, para localização e compartilhamento. 4. App Vivo: Principales funções do aplicativo da operadora.
O que não funciona via satélite?
A velocidade é limitada e as mensagens podem demorar alguns minutos para chegar. Ficam de fora:
- Ligação comum: Chamadas de voz tradicionais não estão disponíveis (apenas via WhatsApp ou iMessage).
- Emergência: O serviço não completa ligações para 190, 192 ou afins, nem recebe alertas da Defesa Civil.
- Vídeo e streaming: Chamadas de vídeo, vídeos e músicas ficam bloqueados.
- Navegar na internet: Sites e links externos fora da lista não abrem.
Quem pode usar?
Além de possuir um celular 4G ou 5G compatível e estar em um local com céu aberto, os usuários devem seguir algumas recomendações:
- Conferir no App Vivo se o plano tem o benefício.
- Consultar a lista oficial de aparelhos compatíveis nos canais da operadora.
- Atualizar o sistema operacional do celular.
- Usar chip ou eSIM compatível com 4G ou 5G e deixar o roaming habilitado.
Por enquanto, o acesso gratuito é válido para o período de lançamento, e a operadora ainda não informou como será a cobrança futura. A conexão direta entre satélite e celular funciona no Brasil dentro de um ambiente regulatório experimental da Anatel. Como a Starlink não pode vender esse tipo de serviço diretamente ao consumidor brasileiro, a conexão utiliza as frequências da operadora parceira.