VINI estampa a nova capa digital do Next Pop e revela a coragem por trás de “VENTO”: “É preciso abrir espaço para o novo”

Redação SP
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Créditos: Rafael Fernandes

“Crescer, muitas vezes, é parar de segurar.” É com essa força no olhar e na voz que VINI apresenta “Vento”, seu novo single que chega não apenas como música, mas como um verdadeiro manifesto sobre a arte do desapego. Deixando para trás o ciclo de seu disco de estreia “Indomável”, o artista utiliza a impermanência como combustível criativo, transformando o que antes era medo do vazio em uma melodia que sopra renovação. Para ele, essa faixa é o marco zero de uma fase onde o controle é cedido à fluidez, provando que é preciso deixar o que já cumpriu seu papel partir para que o novo encontre espaço para pousar.

Foto: Rafael Fernandes

Em entrevista exclusiva ao Next Pop, VINI mergulha no synthwave para explicar como transformou a vulnerabilidade em uma direção consciente. Se antes a música era um escudo para suas inseguranças, hoje ela é uma ponte de conexão real. Ele reflete sobre a paciência necessária para lapidar uma obra que não tem pressa de existir, mas tem urgência em dizer a verdade, marcando o início de uma era onde o controle é deixado de lado em favor da confiança no fluxo invisível do destino.

Entre metáforas de tempestades e calmarias, o artista revela que o “vento” que soprou em sua vida recentemente levou embora traumas e silêncios de sete anos, trazendo de volta sua essência criativa e o desejo de curar através do som. VINI nos ensina que o recomeço exige a coragem de desbravar mares desconhecidos e que, embora o vento possa desestabilizar, ele é o único capaz de limpar o horizonte. Para ele, a música agora é sobre compartilhar aprendizados: uma jornada onde a dor da perda se dissolve na beleza de entender que, após a ventania, os dias lindos sempre encontram o caminho de casa.

Confira a entrevista na íntegra:

“VENTO” é um manifesto sobre desapego. Qual foi o momento exato em que você percebeu que precisava “deixar ir” para poder crescer?

Não foi um momento único. foi um acúmulo. Foram várias pequenas frustrações, expectativas que não se cumpriram, pessoas que não ficaram, planos que mudaram. Chegou um ponto em que eu percebi que estava segurando coisas que já tinham cumprido o papel delas na minha vida, mas que eu insistia em carregar por medo do vazio que ficaria. Quando soltei, doeu. Mas foi preciso pra que abrisse espaço e novas coisas chegassem na minha vida. Crescer, muitas vezes, é parar de segurar.

Ouça o single:

Você diz que o vento tira coisas, mas também traz. O que você sente que o “vento” da vida tirou de você recentemente e o que ele trouxe de novo?

Ele me tirou frustrações, dores e traumas. E abriu espaço para o novo: relações, música, que eu havia deixado de lado por 7 anos. O tempo me trouxe de volta.

Como a música deixou de ser apenas um “refúgio” para se tornar uma “direção” na sua vida atual?

Quando eu vi que não era sobre mim, era sobre a mensagem que eu estava passando. A música tem um poder grande de ajudar pessoas, de curar. E no início eu achava que não iriam querer ouvir algo sobre mim. Mas cada pessoa interpreta de acordo com a sua história, e isso é o mais lindo da música. E aí eu me toquei de queria isso cada vez mais. Eu vim pra cantar histórias, e pra me conectar com pessoas.

Assista ao videoclipe do novo single:

No single, você fala sobre a coragem de recomeçar. Qual o seu conselho para quem está com medo das mudanças inevitáveis da vida?

Eu acredito muito em propósitos, e quando você se guia por isso, o medo fica de escanteio. Devemos confiar no processo e aceitar aquilo que o vento da vida nos traz. Tem uma música que gosto muito que diz: “só encontra o tesouro quem desbrava os sete mares.” Nós não vamos encontrar algo incrível se ficarmos acomodados.

Como o processo de escrita dessa música te ajudou a curar as inseguranças que você sentia no início da carreira?

No início, eu escrevia muito para tentar me proteger. Eu colocava minhas inseguranças na música pra externalizar aquilo que eu não conseguia falar. Com vento, a composição veio diferente. Eu não estava mais falando comigo mesmo. Eu compartilhando aquilo que eu aprendi.

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