
Há mais de uma década, a televisão brasileira ganhava um respiro de diversidade com a estreia de “Viver Eficiente“. Agora, celebrando 11 anos no ar, a atração nascida em Osasco (SP) se consolida como um palco de protagonismo e informação para pessoas com deficiência, conquistando espaço na mídia dentro e fora do país.
Comandado pela fotógrafa Kica de Castro, o projeto estreou em maio de 2015 para dar luz a histórias que a grande mídia costumava deixar de escanteio. A fórmula do sucesso tem sido uma mistura inteligente de informação, bate-papo e leveza, elementos fundamentais para combater o capacitismo na prática.
A importância de garantir esse espaço é inegável ao olharmos para os números. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem cerca de 14,4 milhões de pessoas com deficiência — uma parcela imensa da população que precisa e merece se ver na tela.
À frente das câmeras, Kica de Castro já é uma verdadeira referência em inclusão no país. Atuando na área desde 2002, ela fundou em 2007 a primeira agência de modelos para profissionais com deficiência do Brasil. “Quando criamos o programa, queríamos que as pessoas com deficiência fossem vistas como protagonistas de suas próprias histórias”, explica a apresentadora. Para ela, a comunicação transforma mentalidades e cada entrevista é uma oportunidade para exibir talento e humanidade.

Para o diretor-geral do programa, Rodrigo Braga, a atração funciona como uma ferramenta poderosa de transformação social. “Quando garantimos espaço para a pessoa com deficiência contar sua própria história, fortalecemos a identidade cultural do país e promovemos uma sociedade mais justa”, pontua.
Nesta nova fase comemorativa, o público pode acompanhar episódios inéditos gravados em várias cidades brasileiras, incluindo movimentações na região de Alphaville.
Se você ainda não sintonizou, o “Viver Eficiente” passa diariamente na Astral TV, às 15h30, e semanalmente no Alpha Channel TV. Como bem resume a diretora executiva do canal, Bete Mancuso, espaços assim são verdadeiramente democráticos na TV: “Mostram que é possível combater o preconceito com informação, sensibilidade e leveza”.