
A apresentadora Luciana Gimenez, de 56 anos, utilizou suas redes sociais neste domingo (17) para se posicionar publicamente contra as frequentes críticas que recebe. As manifestações de desaprovação são direcionadas ao fato de ela compartilhar imagens vestindo biquínis ou roupas consideradas curtas. Em seu pronunciamento, Gimenez defendeu a liberdade feminina e questionou os padrões e “prazos” impostos pela sociedade às mulheres.
No vídeo publicado, Luciana Gimenez iniciou sua fala indagando sobre os critérios que definem o que uma mulher “madura” pode ou não vestir. Ela questionou abertamente quem estabeleceu que, após uma certa idade, mulheres não deveriam usar minissaia, biquíni ou shorts, e se realmente existe um momento em que se deve parar de usar tais peças. A discussão levantada pela apresentadora reflete um debate social mais amplo sobre a autonomia feminina e a pressão para que mulheres se conformem a expectativas etárias.
Ao longo de seu desabafo, Gimenez aprofundou a reflexão sobre como as mulheres são, muitas vezes, condicionadas a suprimir suas identidades e expressões pessoais simplesmente por não serem mais consideradas jovens. Ela enfatizou que as cobranças sociais não se limitam apenas ao modo de se vestir, mas se estendem a fatores comportamentais e escolhas individuais, como o lugar que frequentam, as pessoas com quem se relacionam e até mesmo o posicionamento nas redes sociais. A apresentadora lamentou que, muitas vezes, os comentários e julgamentos partam de outras mulheres, destacando a necessidade de sororidade em pleno ano de 2026.
Na legenda da mesma publicação, Luciana abordou temas como feminilidade e autoconhecimento, ressaltando que a maturidade, para ela, é apenas um número que traz a certeza de quem se é. Ela descreveu a mulher como um ser que carrega peso, mas também leveza e beleza única, e que a sensualidade sempre a fascinou. Gimenez criticou a ideia de que, após anos construindo força e independência, as mulheres são sutilmente, mas de forma bruta, convidadas a entrar em uma “caixa” e oprimir tudo o que levaram tempo para edificar.
A apresentadora ampliou o debate ao questionar a origem e a validade desses critérios de julgamento, deixando claro que não tem intenção de alterar seu comportamento ou estilo de vida em função das críticas. Ela reiterou que, se seu biquíni, sua roupa curta ou suas fotos causam incômodo, o problema não reside nela, mas sim naqueles que ainda acreditam que mulheres possuem um “prazo de validade” para serem livres. Luciana Gimenez concluiu afirmando que nunca se sentiu tão autêntica e que pretende continuar sendo quem é.