Alta dos combustíveis e conflitos internacionais afetam microempresas

Redação
Por Redação
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Dinheiro (Foto: Freepik)

A economia brasileira sente o peso das instabilidades externas que elevam os custos de produção e o valor dos combustíveis. O cenário global incerto reflete diretamente no preço do diesel, que registrou uma alta média de 20% no Brasil, afetando o planejamento de microempresas. Analistas indicam que esse movimento pode elevar o IPCA de 2026 em até 6%, mexendo no orçamento de quem produz e consome.

Nesse contexto, o Simples Nacional ganha destaque por permanecer sem atualização diante do avanço inflacionário. O empresário Michel Becker, ligado a entidades associativas paranaenses, analisa como a falta de correção atinge o setor produtivo. “O Simples Nacional é uma carga tributária menor e mais simplificada do que o Lucro Presumido, aquele com base na receita bruta trimestral, ou Real, aquele que incide sobre o que a empresa realmente lucrou. Isso é bom para o pequeno empreendedor, contudo, a falta de correção inflacionária pode afetar o comércio e serviços”, destaca.

Apesar dos desafios, a unificação de impostos via Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) é apontada como um diferencial. O sistema integra oito tributos diferentes em uma guia única, facilitando a rotina administrativa. “O DAS entrega praticidade operacional e controle. E isso independe da oscilação gerada pelas tensões externas. Para o pequeno e médio empresário, essa agilidade tende a resultar em uma visão mais ampla do próprio planejamento, com resultados nos lucros”, reforça Becker.

Michel Becker (Foto: Instagram)
Michel Becker (Foto: Instagram)

A economia nos encargos trabalhistas também é vital para a manutenção das atividades, já que as empresas do regime são isentas dos 20% de INSS Patronal sobre a folha. De acordo com o empresário, a simplificação reduz gastos indiretos: “Ao dispensar a maioria das obrigações acessórias complexas, o empreendedor consegue reduzir custos com contabilidade, por exemplo. Ah, e ainda diminui o tempo gasto na conformidade fiscal.”

Necessidade de atualização

A ausência de correção na tabela do programa preocupa especialistas, pois pode elevar o imposto real e causar o desenquadramento de empresas que crescem apenas nominalmente. Uma proposta de lei para atualizar esses valores já tramita em caráter prioritário para beneficiar o empreendedorismo. É fundamental que as decisões institucionais acompanhem a urgência do setor.

“O cenário atual e a ausência da correção inflacionária do Simples Nacional não deixa de ser um desafio à manutenção das pequenas e médias empresas. Afinal, se a gasolina e o diesel sobem, também se eleva o valor do frete e da chegada dos produtos nas prateleiras, o que acaba chegando ao bolso do consumidor”, conclui Michel Becker.

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