
Originário da Bolívia e cultivado há séculos pelos povos nativos, o achachairu (Garcinia humilis) vem ganhando destaque fora de sua terra natal. Seu nome de raiz guarani significa “beijo de mel”, uma referência poética ao contraste de sua polpa branca e suculenta com a casca de tom amarelo-queimado a laranja.
++ Essa fruta exótica asiática tem polpa suculenta e usos medicinais
Com dimensões pequenas — cerca de 4,8 centímetros de comprimento e peso médio de 30 gramas —, o fruto se destaca pelo sabor agridoce envolvente. Na natureza, também é popularmente conhecido em algumas regiões como “fruta de macaco”, devido ao forte consumo pela fauna local.
Expansão e cultivo no Brasil
Embora seja uma estrela tradicional no departamento boliviano de Santa Cruz — onde feiras anuais em Porongo celebram sua colheita —, o achachairu encontrou no Brasil um terreno promissor. Produtores rurais do Espírito Santo têm investido no plantio como alternativa para diversificar culturas alimentícias.
Assim como ocorreu no passado com a pitaya, a lichia e o mirtilo, o fruto caminha para deixar o status de “raridade exótica” e conquistar gôndolas de supermercados e feiras pelo país. Pertencente à família Clusiaceae — a mesma do bacupari e do mangostão —, a árvore tem porte grande, similar ao de uma mangueira, com copas que atingem até 10 metros de largura, prosperando sob sol pleno e solos bem drenados.
Versatilidade na cozinha e propriedades medicinais
Na culinária, o achachairu pode ser consumido in natura ou aproveitado no preparo de sorvetes, sucos e doces variados. Além do apelo gastronômico, a fruta se destaca no perfil nutricional:
- Fibras e Imunidade: É fonte de fibras que auxiliam na saúde digestiva e traz boa concentração de vitamina C e potássio.
- Ação Antioxidante: Seus compostos bioativos ajudam a combater radicais livres, auxiliando na proteção celular contra o envelhecimento precoce.
- Potencial Cicatrizante e Anti-inflamatório: Na medicina tradicional, a casca e a polpa são empregadas para tratar ferimentos. Análises laboratoriais apontam a presença de bioflavonoides e benzofenonas com potencial cicatrizante e anti-inflamatório, embora os efeitos em humanos continuem sob investigação científica.