Estudo revela que 30% dos brasileiros contratam mudança na última semana

Redação
Por Redação
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Casal e cachorro com caixas (Foto: Magnific)

A organização logística para uma troca de residência demanda tempo, contudo, uma parcela expressiva da população brasileira tem o hábito de postergar a contratação do serviço de transporte. Um levantamento recente focado em mobilidade residencial indica que quase 30% das solicitações de orçamento para frete de móveis são efetuadas com apenas sete dias ou menos de antecedência.

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Os indicadores integram um estudo da plataforma Muda Muda, que avaliou mais de 334 mil pedidos registrados em todo o território nacional, entre janeiro de 2021 e dezembro de 2025. Conforme a pesquisa, 29,9% das buscas foram realizadas na semana que antecedeu a transição. Ao estender a margem para duas semanas, o índice sobe para 50,3% do total.

O caráter de urgência demonstra cenários ainda mais críticos: nos últimos cinco anos, cerca de 22 mil pessoas buscaram uma empresa de mudança faltando apenas dois dias, o que representa 6,5% dos casos analisados. Dentro dessa amostra, 1.758 clientes procuraram um caminhão no mesmo dia em que necessitavam realizar a mudança.

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Para Sérgio Axelrud Galbinski, diretor de estratégia digital da plataforma que conduziu o estudo, os dados evidenciam um padrão de consumo no país. “Embora situações inesperadas, como rescisões de contrato ou mudanças emergenciais, possam explicar parte desses casos, o volume registrado indica que deixar a contratação para os últimos dias é um comportamento recorrente”, analisa.

O reflexo primário dessa urgência é a restrição de alternativas para o consumidor, que se torna dependente da disponibilidade das transportadoras. Consequentemente, perde-se o período necessário para a comparação de preços e a verificação do histórico das prestadoras de serviço. Apenas 9,8% das contratações mapeadas ocorreram com um planejamento preventivo, superando 60 dias de antecedência.

Contrastes regionais

O estudo também mapeou o perfil comportamental nas capitais do Brasil. Goiânia encabeça a lista do imediatismo, registrando 34,8% dos pedidos na mesma semana da mudança. Curitiba (32,3%), São Paulo (31,3%) e Salvador (30,4%) seguem no ranking. Na capital paulista, o maior mercado do país, esse percentual correspondeu a mais de 21,8 mil solicitações com até uma semana de margem.

Em contrapartida, as regiões Norte e Nordeste concentram os consumidores com maior nível de planejamento. Capitais como Belém e Manaus apresentam os maiores índices de organização a longo prazo, com 19,7% e 18,6% dos moradores agendando suas mudanças com mais de dois meses de antecedência. João Pessoa, Fortaleza e Recife também despontam de forma positiva.

“Nas cidades em que uma parcela maior dos consumidores inicia a busca com antecedência, há mais tempo para pesquisar empresas, comparar propostas e organizar toda a logística. Esse comportamento pode refletir características do mercado local, como a menor oferta de transportadoras e a percepção de que é preciso se planejar mais para garantir disponibilidade na data desejada”, pontua Eduardo Axelrud, diretor de marca e relações institucionais.

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