
Um novo estudo apoiado pelo governo britânico, divulgado nesta terça-feira (14), jogou luz sobre um dos maiores dilemas modernos: o que acontece quando os adolescentes se desconectam? A pesquisa revelou que impor limites ao uso de redes sociais resulta em melhorias significativas no sono, na capacidade de concentração e no bem-estar geral dos jovens.
O levantamento acompanhou 309 famílias e ocorreu pouco antes do primeiro-ministro cessante, Keir Starmer, anunciar projetos para vetar o acesso às plataformas para menores de 16 anos. Durante um mês, participantes de 13 a 17 anos testaram três cenários: um limite de 15 minutos diários por aplicativo, um “toque de recolher” entre 21h e 7h, ou a exclusão total das redes de seus aparelhos.
Todos os grupos registraram evolução no humor, no tempo dedicado aos estudos e na convivência em casa. O banimento completo foi o campeão para turbinar o foco, mas cobrou seu preço na vida social. Já o bloqueio noturno se mostrou a tática mais realista para as famílias adotarem, garantindo os melhores resultados para uma boa noite de sono. Por outro lado, a cota de 15 minutos por aplicativo foi a menos popular — a baixa adesão ocorreu porque a regra cortava o papo no meio, dificultando a interação.
Claro que a Geração Z não ia facilitar. O estudo mostrou que as restrições muitas vezes eram dribladas com o uso de tablets e celulares antigos. Os próprios adolescentes admitiram que controles mais rígidos poderiam ser contornados com o uso de VPNs e contas com idades falsas.
A sensação de isolamento foi uma queixa comum durante o experimento, especialmente para a turma que tem o Snapchat como principal canal de conversa com os amigos. No fim das contas, a garotada deixou o recado: as regras precisam considerar a maturidade de cada um, garantindo maior autonomia para os mais velhos.