Neymar apresenta boa evolução em lesão na panturrilha, mas retorno é incerto

Redação
Por Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Lesão na panturrilha de Neymar evolui, mas retorno é incerto.

O atacante Neymar, convocado para a Copa do Mundo, passou por novos exames nesta segunda-feira (8) para avaliar a evolução de uma lesão de grau 2 na panturrilha. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informou que o jogador apresenta uma “boa evolução” em seu tratamento. Contudo, ainda não há uma projeção oficial sobre a data de retorno do atleta aos gramados, o que o mantém fora dos amistosos da Seleção Brasileira e levanta dúvidas sobre sua participação na estreia do mundial.

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A condição de Neymar vem sendo monitorada desde que ele sentiu a panturrilha em 17 de maio, durante um confronto entre Santos e Coritiba. Na semana anterior aos exames mais recentes, o diagnóstico de um edema na região já indicava a possibilidade de que o jogador ficasse de fora dos amistosos preparatórios para a Copa. A lesão de grau 2 foi confirmada em 28 de maio, iniciando um período de recuperação que agora entra em uma fase crucial.

Uma lesão de grau 2 é caracterizada pela ruptura parcial das fibras musculares, sendo considerada de gravidade moderada e resultando em perda parcial de força e função. O médico ortopedista e especialista em trauma do esporte, Eduardo Ramalho, explica que, nesses casos, há um rompimento de parte da musculatura, não se tratando apenas de uma sobrecarga ou inflamação leve. Os músculos são formados por fibras que funcionam como cabos elásticos, e quando a carga excede a capacidade, essas fibras se rompem. O médico ortopedista Mário Lenza, do Einstein Hospital Israelita, acrescenta que em situações de esforço intenso, como no esporte de alto rendimento, o risco de lesões aumenta devido à sequência de jogos, desgaste físico e pouco tempo de recuperação.

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O tratamento inicial para lesões de grau 2 foca no controle da dor, inflamação e edema, seguido por uma fase progressiva de recuperação da função muscular, que inclui fisioterapia, fortalecimento e recondicionamento físico. O tempo de recuperação pode variar entre quatro e oito semanas, dependendo da extensão e localização da ruptura. Eduardo Ramalho alerta para o alto índice de recidiva na panturrilha, ressaltando que o retorno precoce, antes da recuperação total da resistência muscular, aumenta significativamente o risco de uma nova ruptura, muitas vezes mais grave que a primeira. Os sintomas incluem dor, sensibilidade, vermelhidão, hematomas, limitação de movimento, espasmos, inchaço e fraqueza muscular.

Apesar da “boa evolução” atual, a incerteza sobre o retorno de Neymar persiste. O médico da CBF, Rodrigo Lasmar, havia previsto, em 28 de maio, que o jogador estaria liberado em duas a três semanas. Se a previsão mais otimista se confirmar, Neymar poderia estar à disposição dois dias antes da estreia da seleção na Copa. No entanto, se o prazo se estender, ele pode perder o primeiro jogo do mundial. Eduardo Ramalho pontua que, teoricamente, uma lesão de grau 2 pode permitir a recuperação a tempo, especialmente com a estrutura médica disponível para atletas de alto nível, mas a cicatrização muscular e a capacidade de retornar em alta intensidade sem risco de nova lesão são fatores essenciais para determinar sua volta.

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