Chinela Voadora lança álbum que mistura samba, rap e afrobeat e celebra o “samba urbano”

Redação SP
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Enquanto a cidade ainda estiver engolindo o café e correndo contra o relógio, um novo som já estará ecoando pelos fones e invadindo as ruas como poesia em movimento. É nesse ponto de encontro entre o concreto e o couro do tambor que a Chinela Voadora desembarca nas plataformas com seu novo álbum homônimo. Um trabalho que pulsa urbano, dançante e solar, feito para quem atravessa a vida no compasso do beat e do coração. O disco acaba de chegar como um convite para gingar sem pedir licença e levanta a pergunta: até onde o samba pode voar quando encontra o funk, o rap e a alma afro-brasileira?

Banda paulistana de identidade própria, a Chinela Voadora costura pop, MPB, groove de rua e tradição em um som que soa moderno sem perder o calor humano. Produzido por Marcos Braga, Tatá Brasilina e Danilo Ferreira, o álbum apresenta um mosaico rítmico onde cada faixa revela um universo particular: do swing envolvente de “Cabernet” ao lirismo que atravessa “Paulistanas”, passando pela provocação malandra de “Pra Que Mentir” e pelo clima arrebatador de “Baque de Arraia”. É a música que nasce do encontro entre a noite da metrópole e a roda de samba imaginária que insiste em acontecer em cada esquina.

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As participações ampliam ainda mais esse território sonoro. Jônatas Petróleo empresta sua voz carregada de vivência periférica em “Pra Que Mentir”, trazendo a malandragem elegante do samba de raiz para dentro do groove urbano. Em “Sei Lá”, Fernandinho Beat Box conecta o hip-hop ao balanço orgânico com rimas e texturas vocais que atravessam a faixa como um manifesto. Já Anette Camargo colore “Baque de Arraia” com piano e improvisos, enquanto a guitarra de Fábio Leal transforma “O Grande Favor” em um momento de respiro instrumental sofisticado e visceral.

A sonoridade do disco reflete uma fusão viva de influências: funk, afrobeat, soul, rap e candombe, filtradas pela brasilidade pulsante da banda. Mais que um conjunto de músicas, o trabalho se apresenta como um retrato da cidade em movimento: caótico, bonito, diverso e cheio de energia boa. É o samba olhando para frente sem esquecer de onde veio, abrindo espaço para novos corpos, novas danças e novas histórias.

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Com direção de Marcos Braga, o projeto visual acompanha essa estética híbrida e reforça o conceito de um álbum que nasceu para ser ouvido, visto e sentido. A Chinela Voadora entrega um lançamento que não pede silêncio: pede volume, pede espaço e pede gente dançando.

Tracklist do álbum “Chinela Voadora”:

Cabernet (Tatá Brasilina)
No Balanço da Banda (Tatá Brasilina)
Paulistanas (Tatá Brasilina)
Pra Que Mentir (Euclides Jr)
Sei Lá (Natalia Koike e Flávio Iannuzzi)
Já Deu (Natalia Koike)
O Grande Favor (Scilas de Oliveira)
Baque de Arraia (Tatá Brasilina)

O palco vai ferver: show de lançamento transforma o Blue Note em uma roda de samba do futuro

Se o disco já nasceu quente nas plataformas, o lançamento ao vivo promete elevar a temperatura da cidade. No domingo (15), às 19h, a Chinela Voadora ocupa o palco do Blue Note, em São Paulo, para um espetáculo que promete transformar o espaço em pista, terreiro e baile ao mesmo tempo. 

Com ingressos entre R$ 70 e R$ 140 [compre aqui], a apresentação carrega a expectativa de um encontro histórico: participações especiais, arranjos expandidos e a energia de um repertório feito para o corpo sentir antes mesmo da mente entender. 

Mais do que um show, será a experiência de ver e dançar o exato momento em que esse novo samba urbano ganha vida diante do público.

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