Menor é investigado por criar e divulgar imagens íntimas falsas com IA no Ceará

Redação
Por Redação
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Créditos: Foto/Divulgação

Jovem de 17 anos é apontado como autor de manipulação de fotos de colegas.

Um adolescente de 17 anos está sob investigação da Polícia Civil do Ceará (PCCE) por ser o suposto responsável pela criação e disseminação de imagens íntimas falsas de colegas. As imagens, produzidas com o uso de inteligência artificial, foram divulgadas no município de Quixeramobim, localizado no interior do Estado. O inquérito policial que apurou o caso foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, conforme informações confirmadas nesta quarta-feira (11) pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS).

A investigação teve início após ao menos 14 adolescentes procurarem as autoridades para relatar que tiveram suas imagens manipuladas e disseminadas sem consentimento em diversas plataformas digitais. O uso de inteligência artificial para a criação dessas imagens falsas adiciona uma camada de complexidade e gravidade ao caso, ressaltando os desafios emergentes relacionados à tecnologia e à privacidade.

Durante o curso das investigações, os policiais conseguiram identificar o jovem de 17 anos como o autor tanto da produção quanto da circulação do material ilícito. Em uma ação subsequente, a polícia localizou o adolescente e apreendeu um celular e um notebook. Segundo os investigadores, esses dispositivos teriam sido utilizados diretamente na criação e na divulgação das imagens falsas, fornecendo evidências cruciais para o inquérito.

As apurações também revelaram que o conteúdo manipulado era publicado em um site de pornografia, o que amplificava significativamente o alcance do material e o potencial de dano às vítimas. Todo o material recolhido durante a investigação, incluindo os dispositivos apreendidos, foi anexado aos autos do processo e encaminhado à Vara da Infância e Juventude para as devidas providências legais.

O adolescente permanece à disposição da Justiça, que deverá adotar as medidas cabíveis previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A SSPDS explicou que ele responderá por atos infracionais análogos aos crimes de armazenamento e posse de pornografia envolvendo criança ou adolescente, bem como produção ou registro de cena de nudez ou ato sexual de caráter privado sem consentimento. A Polícia Civil não divulgou informações sobre há quanto tempo as imagens circulavam ou se outras pessoas podem ter colaborado com a divulgação do conteúdo, e o caso segue sob responsabilidade do Judiciário.

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